Anderson Lopes

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Cultura Roseana Murray

Roseana Murray é uma poetisa e escritora brasileira, que além dos mais de 100 livros publicados, sendo referência na literatura infanto-juvenil, se tornou manchete dos noticiários ao ser atacada por três cães da raça pitbull, no ano passado. A escritora, de 74 anos, diz que foi salva duas vezes: a primeira, no sentido próprio, e a segunda, no figurado... O primeiro salvamento, o literal, ocorreu em Saquarema, na Região dos Lagos, quando o maratonista Eduardo Neves, de 59 anos, afugentou os cachorros com um cabo de vassoura. O segundo resgate, o metafórico, aconteceu em São Gonçalo/RJ, no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT). Foi lá que ela resolveu transformar sua dor em poesia.

Nosso colunista, o jornalista Anderson Lopes, sempre entusiasta, entrevistou essa personalidade que também é considerada referência absoluta de sensibilidade, força e dedicação à literatura brasileira. Confira a entrevista:


 AL - Roseana, você tem uma obra vasta, com mais de 100 livros publicados. O que mais a inspira na hora de escrever para públicos tão diversos?

RS - Quando escrevo para criança busco um tema, uso algum humor e nonsense. Além dos livros físicos tenho mais de 30 ebooks gratuitos e ilustrados em meu site, para todas as idades. Quando escrevo poemas para jovens ou adultos...tudo serve de inspiração.


AL - A literatura infanto-juvenil no Brasil tem crescido muito. Como você enxerga o papel da poesia e da fantasia na formação de novos leitores?

RS - Poesia, fantasia e devaneio são fundamentais para podermos viver. O sonho. E sim, desde meu primeiro livro, em 1980, a literatura infanto-juvenil se expandiu enormemente.


AL - Você já recebeu prêmios importantes, como o da Academia Brasileira de Letras e da FNLIJ. Como esses reconhecimentos impactaram sua trajetória e a sua relação com a literatura?

RS - A minha relação com a literatura é visceral. Desde muito cedo. Vivo para ler, eu acho. A leitura e a escrita estão amalgamadas e os prêmios apenas nos dizem que estamos no caminho certo.


AL - O projeto “Café, Pão e Texto” aproxima escolas públicas do universo da leitura de uma forma muito acolhedora. Como nasceu essa ideia e qual tem sido a maior emoção nesse trabalho?

RS - Ainda não consegui um fluxo para o Café, Pão e Texto em Visconde de Mauá. Fiz poucos encontros até agora: 1 Escola e 2 encontros com professoras aposentadas. Vamos ver se conseguirei. Vou insistir. A ideia nasceu pouco depois que cheguei a Saquarema com meu marido Juan Arias e este projeto durante anos foi feito em conjunto com a Secretaria de Educação. Depois eles saíram e segui sozinha por muitos anos até me mudar para a montanha, neste ano. A emoção é imensa. Amo este projeto.


AL - Como mulher, escritora e referência cultural, qual conselho você daria para outras mulheres que desejam trilhar seus próprios caminhos na literatura ou em qualquer área criativa?

RS - É preciso trabalhar sempre tendo os nossos sonhos e desejos como bússola. Para mim a escrita é um ofício.


AL - Para finalizar, qual é o seu maior “arraso” na vida? Aquele momento em que você olha para trás e sente orgulho da sua caminhada.

RS - O momento mais impressionante não é único. A minha poesia ser amada é sempre um susto maravilhoso.



 



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