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Navios-Tanque

Jornal Portuário
Navios-Tanque Estaleiro de Niterói / Foto: Reprodução

Niterói construirá quatro navios-tanque

deve gerar até 1.500 empregos

Por Heloisa Helena* 

Niterói voltará a ganhar protagonismo na indústria naval com a construção de quatro navios-tanque da classe Handy no estaleiro Mac Laren, localizado na Ponta d'Areia. O contrato, estimado em cerca de US$ 280 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão), tem potencial para gerar até 1.500 empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia local e a cadeia produtiva do segmento naval. 

Os navios fazem parte do programa de renovação da frota nacional destinada ao transporte de derivados de petróleo, impulsionado por encomendas da Petrobras e da Transpetro. A iniciativa busca ampliar a capacidade logística do país, reduzir a dependência de embarcações estrangeiras nas operações de cabotagem e transporte fluvial e estimular a retomada da indústria naval brasileira.

As embarcações foram projetadas por um escritório de engenharia da Noruega e passaram por um processo de adaptação às características da navegação brasileira. Além de operar na costa nacional, os navios poderão navegar por regiões como a foz do Rio Amazonas, atendendo às limitações dos portos do país. Cada navio terá capacidade para transportar cerca de dez mil toneladas de derivados de petróleo.

Embora a fabricação dos blocos estruturais tenha início em um estaleiro no Rio Grande do Sul, a etapa principal da construção será realizada em Niterói. No estaleiro Mac Laren ocorrerá a montagem final das embarcações, a instalação dos sistemas de propulsão, equipamentos elétricos, sistemas de automação e toda a integração tecnológica necessária antes da fase de testes no mar.

Segundo o diretor de Infraestrutura do estaleiro Mac Laren, o almirante da reserva da Marinha José Luiz Rangel, esse programa representa muito mais do que a construção de quatro navios. “Ele simboliza a retomada da indústria naval, com geração de empregos, transferência de tecnologia, fortalecimento da cadeia de fornecedores nacionais e recuperação da capacidade produtiva”, declara. 

A expectativa é que a primeira embarcação seja entregue em maio de 2028. As demais deverão ser concluídas em intervalos de aproximadamente quatro meses, com previsão de encerramento do programa em 2029. 

Além da geração de empregos, o projeto prevê investimentos na formação de mão de obra especializada. O estaleiro já firmou parcerias com o Senai, a Escola Técnica da Marinha e fornecedores de equipamentos com o objetivo de formar novos profissionais em tecnologias embarcadas, buscando atender à demanda por trabalhadores qualificados e fortalecer a cadeia de fornecedores nacionais.

*Redatora do Jornal Portuário

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