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Odylo Falcão

Pierre, por Pierre.

Pierre
Pierre, por Pierre.

Vamos conhecer um artista visual, que pinta, desenha e produz gravuras, e que participa de exposições em galeias e museus, na Cidade Maravilhosa e também em outros estados. Vamos deixar que ele próprio se apresente.

Pierre, por Pierre.

Bem, me chamo Pierre e dedico-me às artes visuais há 10 anos, mas atuo como artista em outros campos há muito mais tempo. Na segunda metade dos anos 80, crescendo em um Brasil rcém saído da Ditadura Empresarial-Militar, atolado na hiperinflação e endividamento com o FMI, desemprego e fome das camadas mais vulneráveis do nosso país, uma Nova República onde o Executivo e a maior parte dos parlamentares sonstituintes representavam as elites que se beneficiaram com o regime anterior, e a violência urbana e conflitos no campo. Todos esses fatores prococaram minha imediata adesão à cultura Punk.

O Punk contribuiu sifnificativamente em minha formação; influenciou-me pesadamente e levou-me para a atuação política e artística, onde engajei-me em coletivos, protestos e imersões teóricas. Quanto às artes, publiquei fanzines, como a Insurreição Libertária, Protesto Kaótiko, Acratismo Punk e, muitos anos depois, por volta de 2010, editei o Vontade & Luta Fanzine. Toquei como guitarrista e vocalista em várias bandas punks de nossa cidade, como “Nenhum Governo”, “Psique Distorcida” e “Honor Ferox”.

Atualmente, além das artes visuais (pintura, desenho e gravura) mantenho uma editora e gravadora independente, chamada V&L Fanzine. Lançamos nosso primeiro livro, do artista e fanzineiro punk argentino Max Vadalá, a edição brasileira de seu “Punk e Derivados”, e produzimos bandas como os portugueses do Razor Kids, a inglesa Randy Savages e os russos Pavlov Kombo, lançando seus vinis, como EPs de 7.

Não apenas o Punk é minha influência estética. Filmes e livros de sci-fi, o expressionismo de Lívio Abramo e Oswaldo Goeldi, os pintores românticos brasileiros da segunda metade do Século  XIX, artistas de Histórias e Quadrinhos, como Bill Sienkwevicz, Moebius, Enki Bilal, Guido Crepaz, Serpiere Liberatore e o nosso Luiz Gê, marcaram profundamente meu olhar.

Trabalho nas minhas artes com política, paisagem urbana, erotismo, divagações futirísticas, meu cotidiano e releituras de cenas de filmes que fascinaram-me, por exemplo. Não me vejo restrito a estes temas, pois busco constantemente inspirações além das mencionadas.

Além de artista visual, trabalho como professor de Hiistória na rede municipal do Rio, onde aplico meus conhecimentos artísticos na disciplina. Também leciono minha oficina de  fanzines, onde ministrei aulas em escolas públicas e no Sistema S. Brevemente disponibilizarei a oficina em galerias de arte.

NR: Este é um artigo de apresentação, mas também de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a posição jornalística do Portal.

Veja mais obras do artista acessando a Galeria de Fotos.




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