Documento foi coordenado pela ATP em parceria com universidades e entidades do setor
Divulgação Setor portuário lança manual com estratégias contra crimes e ameaças globais
Coordenado pela Associação de Terminais Portuários Privados, o guia foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Maranhão e contou com a colaboração da Coalizão Portuária, além da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e especialistas da área.
A publicação aborda uma ampla gama de riscos, incluindo roubo e furto de cargas, tráfico e contrabando, presença de passageiros clandestinos, terrorismo, sabotagem, espionagem industrial e ciberataques. Para enfrentar esses desafios, o guia propõe a adoção de tecnologias avançadas, como drones, radares, câmeras térmicas, reconhecimento facial e detectores de metais, além de reforçar a importância de treinamentos contínuos e simulações operacionais.
Segundo o presidente da ATP, Murillo Barbosa, o documento representa uma ferramenta estratégica para o setor. A iniciativa busca incentivar a adoção de boas práticas alinhadas às normas nacionais e internacionais, além de promover maior integração entre os diversos agentes envolvidos nas operações portuárias.
O guia também destaca que a evolução da segurança portuária no Brasil depende diretamente da cooperação entre instituições como Polícia Federal, Receita Federal, administrações portuárias e organismos internacionais. Entre as recomendações, estão a criação de forças-tarefa, operações conjuntas, redes coordenadas de informação e modelos híbridos de policiamento.
Outro ponto central do documento é o uso de tecnologias inteligentes, incluindo sistemas de videomonitoramento e ferramentas de inteligência artificial. Esses recursos permitem o monitoramento em tempo real, a análise preditiva de riscos e respostas mais rápidas a incidentes, elevando o padrão de proteção das operações portuárias.
Além da tecnologia, o guia reforça a necessidade de uma cultura organizacional voltada à segurança e da governança colaborativa entre os setores público e privado. A proposta é consolidar um ambiente mais seguro, eficiente e confiável para o comércio exterior.
De acordo com a ATP, o guia não substitui a legislação vigente, mas atua como um instrumento complementar, orientando gestores e operadores na adoção de práticas mais modernas e integradas. A implementação das medidas, no entanto, dependerá do comprometimento conjunto de todos os atores envolvidos no sistema portuário.






COMENTÁRIOS