Novo terminal de cruzeiros em Santos vai sair do papel
Maquete do terminal de cruzeiros de Santos Novo terminal de cruzeiros em Santos vai sair do papel
Transferência do Terminal de Passageiros para o Valongo está assegurada mesmo sem o leilão do Tecon 10 e promete dobrar a capacidade de turistas que chegam ao Porto de Santos
Por Luana Fernandes (Diário do Litoral)
Uma das obras mais aguardadas para a revitalização da região portuária de Santos está oficialmente garantida. A transferência do Terminal de Passageiros para o Valongo seguirá adiante mesmo que o leilão do Tecon 10, terminal de contêineres projetado para a área, não saia do papel.
A confirmação ocorreu após encontro entre o deputado Paulo Alexandre Barbosa e o presidente da APS, Anderson Pomini.
Segundo o parlamentar, a construção do novo terminal não dependerá mais exclusivamente da concessão do Tecon 10, que enfrenta atrasos devido a disputas judiciais.
“Se sair o Tecon, ótimo, quem vencer o leilão executa a obra. Se não sair, a própria Autoridade Portuária tem recursos em caixa para realizar o investimento. O importante é que a transferência do terminal para o Valongo vai acontecer”, afirmou o deputado.
Terminal deve dobrar número de passageiros
A mudança é considerada estratégica para o futuro do turismo na Baixada Santista. Atualmente, o terminal operado pela Concais recebe cerca de 1,2 milhão de passageiros por temporada. Com a nova estrutura, a capacidade poderá ultrapassar 2,5 milhões de viajantes.
O impacto esperado vai muito além do Porto de Santos. Segundo Paulo Alexandre, cada passageiro de cruzeiro movimenta entre R$ 500 e R$ 600 na economia local, beneficiando hotéis, restaurantes, comércio, transporte e serviços em toda a região.
A expectativa é que o novo complexo fortaleça não apenas Santos, mas também os demais municípios da Baixada Santista, ampliando a geração de empregos e oportunidades ligadas ao turismo.
O projeto prevê a construção do novo terminal na região do Valongo, com uma estrutura moderna e integrada à revitalização do Centro Histórico.
Entre os equipamentos previstos estão um edifício-garagem, passarelas de ligação com o terminal, escadas rolantes e novos espaços de apoio aos passageiros. A proposta é criar um ambiente mais eficiente para o embarque e desembarque dos turistas que chegam à cidade por meio dos cruzeiros marítimos.
A transferência também permitirá uma melhor organização da área portuária, acompanhando o crescimento do setor de turismo marítimo nos próximos anos.
Cronograma prevê avanço ainda em 2026
Segundo o deputado, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) seguirá para análise da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já em julho.
Após a análise da agência reguladora, o processo seguirá para avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto deve avançar para a fase de obras em 2027, após a conclusão da contratação prevista para este ano.
A garantia do novo terminal vem acompanhada de outras obras importantes para a revitalização do Valongo.
Em julho, a Autoridade Portuária deve entregar o Armazém 3, ampliando significativamente a capacidade do Parque Valongo. O espaço se juntará ao Armazém 4, já em funcionamento, fortalecendo o complexo turístico e cultural da região.
Além disso, os recursos para as intervenções nos Armazéns 1 e 2 já estão assegurados. Também estão previstos investimentos para a restauração da histórica Casa de Pedra e para a construção de um novo atracadouro destinado a lanchas e pequenas embarcações.
Projeto deve transformar o Centro Histórico
Considerado um dos maiores projetos de requalificação urbana em andamento no litoral paulista, o conjunto de obras do Valongo busca aproximar a cidade do porto e transformar uma área que permaneceu degradada por décadas.
Com a chegada do novo terminal de passageiros, a expansão do Parque Valongo e a recuperação de patrimônios históricos, a expectativa é que a região se consolide como um dos principais polos turísticos do estado de São Paulo.
Para os defensores do projeto, a iniciativa representa não apenas uma nova porta de entrada para turistas, mas também uma oportunidade de impulsionar a economia regional e acelerar a revitalização do Centro Histórico de Santos.
Diário do Litoral






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