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Dólar opera em queda, de olho no exterior e à espera da ata do Copom; Ibovespa sobe

g1.globo.com
Dólar opera em queda, de olho no exterior e à espera da ata do Copom; Ibovespa  sobe


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (22), e marcava um recuo de 0,31% perto das 10h15, cotado a R$ 5,1494. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta de 0,53% no mesmo horário, aos 169.297 pontos.
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▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã.
Apesar das tensões, no entanto, os representantes dos EUA e do Irã conseguiram avançar com as tratativas na Suíça, o que ajuda a manter o preço do petróleo controlado. Perto das 10h15, o barril do Brent, referência internacional, caía 2,49% e era negociado a US$ 78,56. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos EUA, tinha queda de 1,70%, para US$ 74,56.
▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder.
▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado.
▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +2,04%;
Acumulado do mês: +2,44%;
Acumulado do ano: -5,89%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,64%;
Acumulado do mês: -3,14%;
Acumulado do ano: +4,47%.
Negociações entre EUA e Irã avançam
As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo. Acompanhe todos os desdobramentos.
Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos.
Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação.
Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi "concluída com sucesso" na Suíça:
"As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas".
"Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias", afirmou JD Vance.
Os estragos da guerra
A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.
Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.
Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.
Veja na reportagem abaixo:
Mercados globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta segunda-feira, com investidores mais otimistas em relação às negociações com o Oriente Médio.
Perto das 10h15, o Dow Jones subia 0,14%, enquanto o S&P 500 avançava 1,08% e o Nasdaq Composite tinha alta de 1,91%.
Na Europa, as atenções ficavam com a renúncia de Keir Starmer como premiê do Reino Unido.
Perto das 10h15, a maior parte dos índices tinha alta. O britânico FTSE 100 subia 0,58%, enquanto o alemão DAX tinha avanço de 0,15% e o espanhol Ibex 35 tinha ganhos de 064%. O francês CAC-40 ia na contramão e tinha queda de 0,51% no mesmo horário.
Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, subiu 2,4% na sessão e atingiu o nível mais alto desde dezembro de 2021. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,8%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,7%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,6%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Karolina Grabowska/Pexels

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